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O nascer do sol da justiça


Segunda-feira, 18 de novembro de 2019


Imagem | O nascer do sol da justiça

Todos nós estamos convivendo com um pecado que poucos o reconhecem como sendo. Ninguém se acusa dele ao pedir perdão dos seus pecados e muitos se desculpam dizendo: “sempre foi assim”. Mas, para Deus é o maior de todos os pecados, e a causa principal de todos os sofrimentos que atormentam a todos os seres criados. Ele é a causa da destruição da natureza criada por Deus para o bem-estar de todos, de muitas doenças de que todos somos vítimas, da fome que castiga a maior parte das famílias, resultado da corrupção causada por tantas injustiças. Todos nós criticamos esta situação, mas somos poucos os que reconhecem que somos nós os responsáveis por causa das nossas injustiças.
 
Chegando o fim de mais um ano litúrgico, quando nos preparamos para o momento em que todos deveremos apresentar-nos diante de Cristo Rei para prestar contas de como foi a nossa vida aqui na terra, nos alerta o profeta Malaquias (3,19-20) dizendo: “Eis que virá o dia, abrasador como a fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá  de queimar-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. Para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.
 
O apóstolo São Paulo nos dá o seu exemplo na sua segunda carta aos Tessalonicenses (3,7-12) dizendo: “Irmãos, bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. Não que não tivéssemos o direito a fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: quem não quer trabalhar também não deve comer. Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão”.
 
Jesus completa esta mesma mensagem apresentando outra maneira de como podemos cair no grave pecado de sermos escravos das coisas materiais, esquecendo-nos dos valores mais importantes que são os espirituais e eternos. Os discípulos estavam admirados diante da beleza do templo de Jerusalém, construído de pedras bem trabalhadas sem lembrar que os sacerdotes e os poderosos daquele tempo tinham transformado aquele templo, construído para ser o lugar do encontro de Deus com o seu povo (...) num grande mercado, onde as práticas religiosas eram usadas para oprimir e explorar os pobres, facilitando a aparição de falsos profetas.
 
O Senhor Jesus termina profetizando como terminará esta luta entre as coisas materiais e as coisas espirituais, com estas palavras (Lc 21, 5-19): “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fome e pestes em muitos lugares, acontecerão coisas pavorosas”. E termina dizendo: “Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ganhareis a vida eterna”.  
 
 
Foto: Tiago Ghizoni - NSC        
 

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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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