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A vida eterna


Segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Imagem | A vida eterna

Um dia, um jovem aproximou-se de Jesus perguntando: “Bom mestre! O que eu devo fazer para alcançar a vida eterna?”. Ele era jovem e muito rico, talvez por isso já estava preocupado porque estava consciente que esta vida duraria pouco; e também já estava preocupado em saber como seria sua vida depois, afinal, pela leitura do evangelho, não dá a impressão que ele acreditasse na vida que nos espera depois da nossa morte. Como muitos, ainda hoje, inventam teorias para explicar o que acontece depois da nossa morte.
 
Muitos se chamam cristãos porque foram batizados, mas ninguém lhes anunciou o Evangelho ou lhes foi explicado duma maneira tão superficial que não conseguiram entender nada.  Eles têm fome de Deus, porém, não encontram quem lhes anuncie “a boa nova” anunciada por Jesus e confiada a todos os seus seguidores. Estas pessoas continuam acreditando em Deus e praticando a sua religião misturada com práticas religiosas, até contrárias ao Evangelho. E nós, que nos julgamos mestres em religião, pensamos que podemos julgá-los e até de condená-los, porque têm práticas diferentes. 
 
As leituras da missa do domingo (10) - 32º Domingo do Tempo Comum, nos convidam a meditar sobre esta realidade, para mudarmos de ideias.
 
O segundo livro dos Macabeus (7,1-14) diz: “Naqueles dias, aconteceu que foram presos sete irmãos com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. Um deles, tomando a palavra em nome de todos, falou assim: 'Que pretendes? E que procuras saber de nós? Estamos prontos a morrer, antes de violar as leis dos nossos pais'. O segundo, prestes em dar o último suspiro, disse: 'Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o rei do universo nos ressuscitará para a vida eterna, a nós que morremos por suas leis'. Assim morreram os sete irmãos. O último estando quase para expirar, disse: 'Prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará. Para ti, porém, ó rei, não haverá ressurreição para a vida'". 
 
A Palavra de Deus, desde as primeiras páginas da Bíblia até as últimas, insiste no cuidado que devemos ter em não ficarmos escravos das coisas materiais, porque elas nos impedem em descobrir o valor das coisas espirituais, prendem-nos em nosso egoísmo, nos levam a cometer todo tipo de injustiças, e nos fazem responsáveis pela miséria e pela violência que causa tanto sofrimento a todos.
 
O evangelho de São Lucas (20,27-38) apresenta uma dúvida que já existia na mente de muitas pessoas daquela época e continua presente na mente de muitas famílias do mundo de hoje. Sobretudo, daqueles que recebem o Sacramento do Matrimônio pensando mais no sexo do que no amor. O sexo, sem amor, perde a graça, sendo a causa da separação de muitas famílias, e até de crimes familiares. O amor é a fonte da vida, o egoísmo é a causa da morte!
 
 
 

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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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