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Continuar seguindo as teorias dos homens ou a de Deus?


Segunda-feira, 30 de setembro de 2019


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Deus criou-nos à Sua imagem e semelhança, fez-nos participantes dos Seus atributos, sabedoria, capacidade e liberdade; depois colocou o mundo em nossas mãos com estas palavras: “crescei, multiplicai-vos, enchei a terra e cuidai dela”. Deixando para nós escolher orientar a nossa vida pela Sua palavra, que é a palavra da Verdade, ou seguir as teorias diabólicas dos homens. Conforme a nossa escolha, será a nossa vida neste mundo e no outro. Estamos sentindo o que fizemos deste mundo seguindo as teorias dos homens. A Liturgia da Palavra do último domingo (29), 26º Domingo do Tempo Comum, nos alertou do que nos espera o outro mundo se continuamos seguindo as teorias dos homens.
 
O profeta Amós (6,1-7) afirma: “Assim diz o Senhor todo-poderoso: Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! Os que dormem em cama de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos de seu gado; os que cantam ao som das harpas ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos, e não se preocupam com a ruína de José. Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando de gozadores será desfeito”.
 
Pelo apóstolo São Paulo na sua primeira carta a Timóteo (6,11-16) nos aconselha: “Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procure a justiça, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste a tua nobre profissão diante de muitas testemunhas. Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa do Senhor Jesus Cristo. Essa manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém”.
 
Jesus termina esta mensagem através do evangelista São Lucas (6,19-31) com a parábola do rico e de Lázaro. Diz Jesus: “Havia um homem rico que se vestia de roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio  de feridas, estava no chão à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caiam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu vieram os anjos e levaram-no para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos no meio dos sofrimentos o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: Pai Abraão, tem pena de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do seu dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas. Mas Abraão respondeu: Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida, e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, existe um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem daí poderiam atravessar até nós. O rico insistiu: Pai, eu te suplico, manda Lázaro a casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para não venham também a este lugar de tormento. Mas Abraão respondeu: eles têm Moisés e o profetas, que os escutem!".
 
Imagem: Rainha Maria

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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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