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Que belo seria o mundo se tanto mais fossem os corações cheios de Deus


Segunda-feira, 03 de dezembro de 2018


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Que uma alvorada de medo e insegurança paira sobre o mundo é indiscutível; que o “deus” dinheiro tem encontrado cada vez mais espaço nos corações humanos, também; no entanto, embora ofuscadas, existem inúmeras vozes que anunciam o amor como o único remédio para os males de nosso tempo e devem ser sempre repercutidas.
 
Estamos às portas de celebrar outra vez a memória da encarnação do Filho de Deus e pensar na grande lição que ela nos dá. A humildade de Deus em assumir, não só a nossa limitada condição, mas a mais frágil estatura humana, demonstra o quanto é ousado e surpreendente no seu modo de amar. Um amor que não se submete a nenhum limite, porque de fato, o amor verdadeiro não possui limites e dele só emanam coisas boas.
 
Esse amor absoluto e incondicional de Deus deve nos inebriar a todos a ponto de transbordar em nossas ações mais cotidianas, quando isso acontece, começamos então embelezar as realidades que nos cercam e comunicar Deus da forma mais eficiente, o testemunho.
 
Enquanto houver um único coração que acredite no amor haverá sempre uma esperança de futuro feliz e temos que nos apegar a ela com todas as nossas forças. Acreditar no amor é acreditar em Deus, pois Deus é amor, portanto se verificamos o ocaso do amor é porque Deus habita cada vez menos em nosso interior, não por Ele, mas por nós mesmos que nos preenchemos sempre mais daquilo que é provisório e menos do que é eterno.
 
Que belo seria o mundo se tanto mais fossem os corações cheios de Deus, cheios de amor, cheios de paz e tantos outros bens que dele procedem; mas para isso é preciso nos esvaziar de nosso egoísmo, autossuficiência, soberba entre outros males que nos fecham em nós mesmos e impedem que Deus entre, habite e transforme nosso ser e nossa vida. Na realidade, o que vemos no mundo é o reflexo daquilo que somos interiormente, de modo que, se as trevas se sobressaem, indica que nosso interior está cada vez mais imerso na escuridão que é consequência do distanciamento de Deus.
 
Natal é a festa da luz, uma vez que a própria Luz veio morar entre nós; ainda a tempo de nos preparar para receber essa luz; é tempo de revirar os espaços mais sombrios de nosso coração e colocar para fora tudo que possa ofuscar e impedir que a verdadeira Luz faça morada, para que sejamos iluminados e iluminadores.
 
Tornar belos os ambientes que nos cercam, está para além daquilo que vemos externamente, trata-se de cultivar jardins de amor, flores de sorriso, respeito, compreensão, diálogo e carinho; colorir de felicidade e bondade as paredes dos corações humanos e estampar Deus em todos os lugares por onde passarmos, pelo simples modo de nos comportar. Precisamos acreditar e lutar para que isso aconteça; não é utopia, é o sonho mais original de Deus para o mundo e para nós, portanto, é possível, desde que nos esforcemos para fazer a nossa parte.                              
 
 
Imagem: Bontempo
 

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Sobre o Autor


Pe. Fernando Felix Rabelo

Pe. Fernando Felix Rabelo é cooperador nas paróquias São João Batista e Nossa Senhora Aparecida de Olímpia. E-mail: fernandofelix_@hotmail.com

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