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Quem é o maior no Reino dos Céus?


Terça-feira, 01 de outubro de 2019


Imagem | Quem é o maior no Reino dos Céus?

Vivemos atualmente em um mundo que valoriza fortemente a grandeza e a quantidade dos bens materiais. Basta pararmos um pouquinho e observar o quanto somos bombardeados por pelo excesso de informações e propagandas que incentivam o consumo instantâneo e constante de bens. Percebemos também que muitas das pessoas são valorizadas pelo que possuem e não pelo que vem do coração.
 
Diante ao acúmulo de propriedades, bens, dinheiro e influência, é comum atribuir-se destaque à pessoa que tem essas coisas. Dessa forma, com a visão do mundo, constrói-se a imagem de que essa pessoa é maior que as outras que não conseguem ter esses favorecimentos materiais. Mas a Palavra de Deus vem nos mostrar outra visão, a visão de Cristo, como está no trecho do Evangelho: “Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Quem é o maior no Reino dos Céus?’ Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: ‘Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus.’” (Mt 18,1-5.10).
 
Ao lermos essas palavras, percebemos a contradição entre a visão do mundo e a visão cristã sobre a grandeza de uma pessoa. Para o mundo, essa grandeza está limitada as condições materiais enquanto para Jesus, ela está na humildade do coração, na simplicidade de viver, na pureza das ações, como podemos notar em uma criança. Isso é muito belo, que graça poder crescer e ao mesmo tempo cultivar as virtudes de criança!
 
Hoje, percebemos muitos adultos bem sucedidos na vida profissional com um bom trabalho e estabilidade financeira, mas que infelizmente escolhem manter em suas vidas a outra parte da infância. Mantêm a infantilidade nas ações que exigem maturidade, como a falta de compromisso e responsabilidade nos relacionamentos, a capacidade de fazer escolhas não por si e sim pelas influências, e comportamentos típicos de crianças, como uma birra quando não são atendidos da forma que esperavam.
 
Ao deixarem de lado a parte das virtudes da infância, ainda tornam-se pessoas arrogantes, mesquinhas e que não sabem partilhar e nem fazer nada com o coração. Mas Jesus vem nos lembrar que para entrarmos na sua glória é preciso dispensar as grandezas do mundo e viver com o coração de criança.
 
Peçamos ao Senhor que Ele sempre nos ajude a sermos crianças no coração e adultos coerentes em gestos, palavras e ações. Que os Anjos da Guarda iluminem os caminhos a serem percorridos e afastem todo tipo de ganância e dureza de coração que possa nos afastar do Reino dos Céus.
 

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Sobre o Autor


Seminarista Matheus Flávio da Silva

Matheus Flavio da Silva cursa o primeiro ano de Filosofia no Seminário Sragado Coração de Jesus em São José do Rio Preto. E-mail: matheusflavio07@gmail.com

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