Patrono Diocesano

O Divino Espírito Santo (do Latim Silvium Santhuns) é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Juntamente com Deus Pai e Deus Filho - e é o Deus onipotente. A Diocese de Barretos celebra o seu patrono na Solenidade de Pentecostes, data que não é fixa, pois é celebrada 50 dias após a Páscoa, com a Missa da Unidade Diocesana, com a participação do clero e representantes paroquiais e de organismos.
 
O Espírito Santo é frequentemente referenciado através de metáforas ou símbolos, tanto doutrinariamente quanto biblicamente. Teologicamente falando, estes símbolos são importantes para entendê-lo e não são apenas representações artísticas.

- Água: significa a ação do Espírito Santo no batismo, pois após a invocação do Espírito Santo ela se torna sinal sacramental eficaz do novo nascimento: assim como a gestação de nosso primeiro nascimento se operou na água, da mesma forma também a água batismal significa realmente que nosso nascimento para a vida divina nos é dado no Espírito Santo. como em «Em um só Espírito fomos batizados todos nós em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber dum só Espírito» (I Coríntios 12:13). Assim, o Espírito é também pessoalmente a água viva que se derrama de Cristo crucificado (João 19,34 e I João 5,8) nos cristãos levando-os à vida eterna . O Catecismo da Igreja Católica, no item 1137, considera a referência à Água da Vida em Apocalipse 21,6 e em Apocalipse 22,1 "um dos mais belos símbolos do Espírito Santo".

- Unção: o simbolismo da bênção com óleo também se refere ao Espírito Santo, a ponto de se tornar um sinônimo dele. A vinda do Espírito é chamada de "unção" (em II Coríntios 1,21, por exemplo). Em algumas denominações, a unção é praticada na confirmação (ou "crisma"). O próprio título "Cristo" (em hebraico, Messiah) significa "ungido" pelo Espírito de Deus . A humanidade que o Filho assume é totalmente "ungida do Espírito Santo". A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo o anuncia como Cristo por ocasião do nascimento dele e leva Simeão a vir ao Templo para ver o Cristo do Senhor. Esta Unção (o Espírito Santo) plenifica Jesus manifestando-se com o poder que dele sai em seus atos de cura e salvação. É finalmente Ele que ressuscita Jesus dentre os mortos, em cuja humanidade vitoriosa da morte, pode agora difundir em profusão o Espírito Santo até "os Santos" constituírem, em sua união com a Humanidade do Filho de Deus, "esse Homem perfeito... que realiza a plenitude de Cristo"(Ef 4,13): "o Cristo total", segundo a expressão de Sto. Agostinho.

- Fogo: simboliza a energia transformadora das ações do Espírito Santo. Na forma de "línguas de fogo", o Espírito Santo se deitou sobre os discípulos na manhã de Pentecostes. Fogo que transforma o que toca.

- Nuvem e luz: Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Nas teofanias do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda da Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo. O Espírito Santo se aproximou da Virgem Maria e a "envolveu com sua sombra", para que ela pudesse conceber e dar à luz Jesus (em Lucas 1,35). Na montanha da transfiguração, o Espírito na "veio uma nuvem que os envolvia", a Jesus, Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João, e "Dela saiu uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu escolhido, ouvi-o." (Lucas 9, 34-35) Essa Nuvem que "subtrai Jesus aos olhos" dos discípulos no dia da Ascensão e que o revelará Filho do Homem em sua glória no Dia da sua Vinda.

- Selo: simbolismo muito próximo ao da unção, pois é Cristo que "Deus marcou com seu selo" (Jo 6,27) e é nele que também o Pai nos marca com seu selo. Simboliza um sinal (caráter) indelével que o Espírito Santo deixa impresso nos sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem, que não podem ser reiterados.

- Mão: é impondo as mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as criancinhas. Em nome dele, os apóstolos farão o mesmo. Melhor ainda: é pela imposição das mãos dos apóstolos que o Espírito Santo é dado. A Igreja conservou este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo em suas epicleses sacramentais.

- Dedo: "É pelo dedo de Deus que (Jesus) expulsa os demônios" (Lc 11,20). Se a Lei de Deus foi escrita em tábuas de pedra "pelo dedo de Deus" (Ex 31,18), a "letra de Cristo", entregue aos cuidados dos apóstolos, "é escrita com o Espírito de Deus vivo não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos corações (2Cor 3,3). O hino "Veni, Creator Spiritus" (Vem, Espírito Criador) invoca o Espírito Santo como "dedo da direita paterna" (digitus paternae dexterae).

- Pomba (utilizado pela Diocese de Barretos): quando Cristo saiu das águas do Rio Jordão no seu batismo, o Espírito Santo, na forma de uma pomba, pousou sobre ele e ali permaneceu (Mateus 3,16).

- Vento ou sopro: o Espírito também já foi comparado a "o vento que sopra onde quer" (João 3,8) e descrito como "um ruído vindo do céu, como de um vento impetuoso" (Atos 2,2).


Fonte: Wikipedia

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