Circular e Agenda do Bispo

Circular - Março 2024

Prezados (as) irmãos e irmãs

                Prosseguindo na nossa reflexão sobre a oração, quero neste mês tratar com vocês da oração como o meio que nos permite conhecer a Deus e a nós mesmos. Nós podemos dizer que, à medida que avançamos no caminho da oração, conhecemos melhor a Deus e a nós próprios.

                Não se trata de um conhecimento teórico, mas de um conhecimento que nasce do encontro com Alguém. Santa Teresa diz que a oração é um “trato de amizade, estando a sós com Aquele que nos ama”. O Deus que se revela a nós na oração não é um ser abstrato, distante; mas, um  Deus vivo, pessoal que fala ao coração, o Deus que nos ama. O mesmo Deus que se revelou a Abraão, a Moisés, aos profetas e no seu Filho Jesus Cristo.

                Como Jó nós podemos afirmar: “Meus ouvidos tinham escutado falar de ti, mas agora meus olhos te viram” (Jó 42,5).

                A revelação mais perfeita que Deus faz de si é de que Ele é acima de tudo a de ser Pai.  Através de Jesus, na luz do Espírito Santo, nós podemos conhecer a Deus como Pai (cf. Lc 10,22). Quando nós falamos de Deus como Pai, nós nos referimos a Alguém que é a Origem, a fonte inesgotável de vida, o dom sem medida, como bondade, ternura e misericórdia infinitas.

                À medida que enveredamos pelo caminho da oração torna-se sempre mais nítida para nós a imagem de Deus que Jesus revela. Quando os discípulos lhe pedem para ensiná-los a rezar, ele ensinou-os a dizer: “Pai nosso...” (cf. Lc 11, 1-4).

                A expressão utilizada por Jesus para referir-se a Deus é a da mais terna possível, a expressão utilizada em casa pelas crianças quando chamavam pelo pai: “Abbá!” que, se traduzida com exatidão para o português, corresponde ao “Papai”.

                É à luz deste conhecimento de Deus que podemos nos conhecer. Se na oração fazemos a experiência de Deus como Pai, isso nos leva a compreender nossa condição de filhos e filhas, imensamente amados pelo Pai.

                Reconhecer-se como filho exige de nós a capacidade de reconhecer que tudo nos é dado por Aquele que é o nosso Pai. É reconhecer que somos chamados a viver em tudo dependendo Dele, do seu amor e da sua graça. Somente assim seremos capazes de reconhecer nos outros nossos irmãos e irmãs, membros da mesma família, filhos do mesmo Pai.

                Não poucas vezes o nosso encontro com Deus coloca às claras nossas fraquezas e infidelidades. A oração para ser autêntica tem que estar fundada na verdade. Por isso, ao confrontar-nos com nossa fragilidade, nos confrontamos também com o amor e a misericórdia de Deus que, diante do reconhecimento do mal que praticamos e do bem que deixamos de fazer, continuamente nos resgata e nos salva. 

 A essência da nossa oração consiste em duas realidades que devemos descobrir progressivamente: o amor único que Deus tem por mim, e o amor único que eu posso ter por Ele.

                Muitas vezes nós imaginamos que o amor de Deus é um amor geral: Ele ama todas as pessoas, logicamente ele deve interessar-se por mim também.  Não! O amor de Deus por nós é sempre um amor pessoal, é único e irrepetível. Cada um de nós pode dizer: Deus me ama como ninguém mais nesse mundo!

                Como São Paulo nós também podemos afirmar: “Minha vida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gal 2,20).

                Da mesma forma, porém, que o amor de Deus é único por cada um de nós, também o nosso amor por Ele deve ser um único, uma resposta única e irrepetível. O amor que cada um de nós é chamado a oferecer a Deus é algo exclusivo, algo que ninguém jamais deu, nem será capaz de dar em meu lugar.

Nós podemos concluir que a descoberta de Deus como Pai, fruto da fidelidade à oração, é a coisa mais preciosa que podemos fazer no mundo. Não há nada mais feliz do que ser filho, que viver no movimento dessa paternidade, que receber a si mesmo e tudo da bondade e generosidade de Deus.

“É tão doce chamar a Deus nosso Pai” dizia Santa Teresinha, vertendo lágrimas de felicidade.

Dom Milton Kenan Júnior

Bispo de Barretos

 

AGENDA EPISCOPAL

MARÇO 2024

 

2 – Encontro Vocacional, na Cúria Diocesana, às 14h

       Santa Missa em ação de graças pelos 15 anos da criação das Equipes de Nossa Senhora em nossa Diocese, na Cúria Diocesana, às 19h

3 - Santa Missa com a Criação da Área pastoral “São Bento e Santa Rita”, na Capela S. Francisco, às 17h

5 – Reunião do Secretariado de Pastoral, na Cúria Diocesana, às 9h

      Reunião com a Diretoria da Cidade de Maria e a comissão para o “Arraial da Alegria”, na Casa de Encontros Dom Antonio M. Mucciolo, às 20h

6 – Reunião do Setor Família, na Residência Episcopal, às 20h.

8 – Reunião da Equipe de Formadores, na Residência Episcopal, às 10h.

9 – Encontro com Escola Diaconal “D. Pedro Fré”, no Salão Paroquial da Catedral, às 14h.

      Santa Missa no Retiro com Jovens, na Casa de Encontros D. Antonio M. Mucciolo, às 18h.

10 – Retiro das Pastorais Sociais, no Educandário Sagrados Corações, em Barretos

12 – Reunião do RP2 em Olímpia, às 9h.

14 - Encontro de Formação da Pastoral Presbiteral do SubRegional RP2 na Cidade de Maria, das 9h às 12h.

17 - Santa Missa na Capela de S. José, da Paróquia Santo Antonio de Pádua, em Barretos, às 19h.

19 – Reunião do Colégio de Consultores, na Residência Episcopal às 10h.

        Santa Missa na Igreja Matriz de S. José, em Olímpia, às 19h30.

23 - Encontro com os Coordenadores Diocesanos da Catequese, na Cúria Diocesana.

24 – SANTA MISSA DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR, na Catedral Diocesana do Divino Espírito Santo em Barretos, às 10h.

25 - Santa Missa e Lançamento da pedra fundamental da Capela N. Sra. do Perpétuo Socorro, em Barretos, às 19h30

27 – Encontro de Espiritualidade com o clero na Casa de Missão “S. Felipe Neri” em Morro Agudo, às 17h.

         SANTA MISSA DO CRISMA, na Igreja Matriz de S. José, em Morro Agudo, às 19h30.

28 – SANTA MISSA DA CEIA DO SENHOR E LAVA PÉS, na Catedral Diocesana do Divino Espírito Santo em Barretos, às 19h30.

29 – CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR, na Catedral Diocesana do Divino Espírito Santo em Barretos, ás 15h.

30 – VIGÍLIA PASCAL, na Catedral Diocesana do Divino Espírito Santo, em Barretos, ás 19h30.

31 – SANTA MISSA DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR, na Catedral do Divino Espírito Santo, em Barretos, às 10h.

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Vídeos

O novo Templo é superior a todos os templos: Jesus.

Um santo viveu entre nós - 2º episódio

Não nos esqueçamos: Deus sempre nos socorre.

Espírito Santo
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