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Jesus é o caminho


Segunda-feira, 11 de março de 2019


Imagem | Jesus é o caminho

Quando São Lucas nos conta o nascimento de Jesus, assim se expressa: “Maria deu à luz o seu filho primogênito, porque depois aparecem uma multidão de pessoas que, por imitarem o exemplo de Jesus, se tornaram filhos de Maria por ser escolhida por Deus para ser a mãe de todo o seu povo”. Jesus se apresenta com estas palavras: “Eu sou o caminho, ninguém vai ao Pai senão por mim”. São duas afirmações que se completam e nos dão uma ideia clara de quem é a pessoa de Jesus.
 
Desde o momento que assumiu carne humana no seio de Maria, até o dia em que deixou a casa de Nazaré para encontrar-se com o seu povo no rio Jordão, Jesus deixou-nos, como nós vimos na Liturgia da Palavra do último domingo, o 1º Domingo da Quaresma, um exemplo de vida que nós devemos procurar imitar. A partir do momento que entrou a fazer parte do povo de Israel, nos mostrou como devemos comportar-nos como cidadãos do povo de Deus ao iniciar a quaresma, a nossa caminhada que precisamos fazer para chegarmos, com Ele, à posse da vida eterna. Ele nos mostra, na prática, os passos que nós precisamos dar para acompanhá-Lo até o fim.
 
O batismo, pregado por João, que era de penitência, condição indispensável para obter o perdão dos pecados, foi transformado com o batismo de Jesus, como meio de entrada na família de Deus. Desta maneira, todos os seus seguidores tornam-se filhos de Deus em Cristo. Por isso, nós oferecemos os nossos pedidos e agradecimentos a Deus por meio de Cristo.                             
 
Jesus é tentado no deserto. Assim, Ele alerta-nos de que, mesmo depois de ter conseguido o perdão dos nossos pecados, nós continuaremos sendo tentados, como Ele foi tentado depois de ser batizado, e de ter assumido o compromisso de ser para todo o seu povo a presença visível do Pai. E não foi tentado só desta vez, no deserto, continuou sendo tentado, e de muitas maneiras, durante toda a sua vida. O Evangelho nos fala das suas tentações no deserto para que lembremos sempre de alguns detalhes importantes.
 
O primeiro é que ninguém foi criado para não fazer nada. Os outros precisam de nós e nós precisamos dos outros. Por isso, diz o ditado: “Cabeça vazia, oficina do diabo”. Quem não está preocupado em fazer o bem encontrará a maneira de praticar o mal. Esta é origem de todas as tentações; e nos sentimos felizes sempre que fazemos o bem. A melhor maneira de vencer as tentações é evitá-las.
 
A tentação de Jesus é a mesma das nossas tentações: a atração pelas coisas materiais, a ambição pelas riquezas, desejo pelo poder, pela vaidade, e pelo prazer. Estas foram as tentações com que Jesus foi tentado e, por causa destas mesmas tentações, nós nos afastamos de Deus, ficamos escravos das coisas materiais, e nos transformamos em verdugos dos nossos irmãos, fazendo do paraíso preparado para morada de todos este inferno de corrupção, violência e morte que atormentam a todos.
 
Mas, Ele nos oferece o único remédio para livrar-nos totalmente de todas as tentações: ser sempre fiéis à Palavra de Deus. Foi assim que Ele venceu todas as tentações, e deu-nos exemplo de como nós podemos vencê-las. Ensinou-nos de que a tentação faz parte da nossa vida, que é uma oportunidade para provar a nossa fé, e de que precisamos estar preparados para vencê-la.
 
 
Imagem: Enfoque bíblico

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Sobre o Autor


Monsenhor Antonio Santcliments Torras

Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia
 

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